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| (Imagem daqui) |
Como será a vida vista de fora?
Como me veria se o pudesse fazer?
Como me vêem os outros sem saber o que vejo cá dentro?
Pergunto-me constantemente como seria se conseguisse fazer um pause e abstrair-me do facto da ter que viver...
Concluo que é precisamente o ter que a viver que anula o perceber o que vivo.
Vivo-a em modo automático, não muito diferente do condicionamento do cão do Pavlov. Acordo e sei o que tenho que fazer, e acabo o dia sem compreender o que provocou em mim o facto de o ter feito.
Quero sentir efectivamente cada nanossegundo que vivo, mas tenho que efectivamente vivê-lo para o conseguir sentir.
Ver a vida que nos acontece, seria importante para a sentir.
Mas não tiraria isso a adrenalina que dá não o saber?
Pior, não poderia isso conduzir-nos a uma parte de nós que inconscientemente preferimos não saber?
São tantas as vezes em que, inocentemente, repetimos o gesto que nos protege, e tapamos os olhos com as mãos para não vermos nem sermos vistos..
O conhecimento pode ser tão fatal como a ausência dele.
Não é por acaso que os antigos já diziam que: a ignorância é uma benção.
Mas gostava de parar, e sentir a vida vista de dentro.
Parar de viver e ver a vida que acontece.



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