
No outro dia ouvi alguém perguntar: "Se tivesses que renunciar um dos teus sentidos qual escolherias?". E dei por mim a pensar... Prescindiria eu de ver o sorriso de uma criança? Ou de cheirar o aroma da terra molhada? Ou de ouvir o murmúrio do mar quando embate numa rocha? Ou de sentir a intensidade de um simples toque? Ou de dizer a alguém o kt é especial? Ou... ou... Seria eu capaz de optar?! Mas nem smp é hipotético e há kem nc tenha tido opção... E esses, adaptam-se, desenvolvendo os sentidos que têm pra compensar o(s) que lhe falta(m).. E, por egoísmo, há muitas vezes que os invejo... Quantas vezes desejei ser cega para não ter visto o k vi.. E surda pra n ter ouvido o k ouvi... and so on... Mas vi, ouvi, senti, cheirei e falei.. E que belos momentos foram esses em k houve perfeita harmonia de todos os meus sentidos... Não me perguntem de qual deles abdicaria... E kt mais penso nisso, mais importância dou a cada um deles!
"Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem!
Fôssemos nós como devíamos ser
E não haveria em nós necessidade de ilusão...
Bastar-nos-ia sentir com clareza a vida
E nem repararmos para que há sentidos..."
Alberto Caeiro, Guardador de Rebanhos (1911 - 1912)